Em 1831, após a abdicação de D. Pedro I, motivado pelo seu autoritarismo e interesses na sucessão portuguesa, Pedro de Alcântara foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, ficando aos cuidados de José Bonifácio de Andrada e Silva, substituído pelo Conde Itanhaém, Manuel Inácio de Andrada Souto Maior.
Na infância, ficou recluso na Corte Imperial protegido das agitações que dominavam o Período Regencial, submetido a uma rotina rígida em horários e estudos como a escrita, aritmética, geografia, desenho, francês, inglês, música e dança. Sua educação foi refinada, tendo como professores Candido de Araújo Viana (Marques de Sapucaí) frei Pedro de Santa Mariana, que o iniciou os estudos de direito constitucional, do bibliotecário Roque Schuch, ou de Felix Emilio Taunay, diretor da Imperial Academia de Belas-Artes, dotando o imperador de sólida base intelectual.
Através do palaciano Golpe da Maioridade, desfechado em 23 de julho de 1840, foi declarado apto para assumir o trono aos 14 anos, ao invés de 18 como exigia a Constituição de 1824. Uma vez empossado encontrou um país com províncias dispersas sem comunicação entre elas, onde as rebeliões ameaçavam a unidade territorial do grandioso império; com uma organização jurídica, administrativa e bancaria deficitária; com uma economia baseada na monocultura escravista e uma divida externa de 5.580.400,00 libras esterlinas.
