1. UNIFESP 2004 - Realizada a emancipação política em 1822, o Estado no Brasil
a) surgiu pronto e acabado, em razão da continuidade dinástica, ao contrário do que ocorreu com os demais países da América do Sul.
b) sofreu uma prolongada e difícil etapa de consolidação, tal como ocorreu com os demais países da América do Sul.
c) vivenciou, tal como ocorreu com o México, um longo período monárquico e uma curta ocupação estrangeira.
d) desconheceu, ao contrário do que ocorreu com os Estados Unidos, guerras externas e conflitos internos.
e) adquiriu um espírito interior republicano muito semelhante ao argentino, apesar da forma exterior monárquica.
2. FATEC 2004. Embora sem a mesma intensidade das lutas ocorridas na América Espanhola, ocorreu no Brasil a Guerra de Independência, que assolou o Império entre 1822 e 1823, e sobre a qual é correto afirmar que
a) foi uma guerra apenas em seu caráter formal, pois
as guarnições portuguesas renderam-se em vez de combater.
b) a resistência lusa foi estimulada pelos britânicos, preocupados com a posição liberal dos EUA frente à independência das colônias latino-americanas.
c) as forças brasileiras de terra e mar estavam sob o comando do almirante Smith.
d) foi uma guerra de caráter limitado, pois a maioria das províncias brasileiras aderiu pacificamente à independência.
e) os combates mais violentos ocorreram no Maranhão e no Pará, onde as tropas portuguesas eram mais numerosas.
3. UNESP 2004. Brasileiros do norte! Pedro de Alcântara, filho de d. João VI, rei de Portugal, a quem vós por uma estúpida condescendência com os brasileiros do sul aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-nos (...). Não queremos um imperador criminoso, sem fé nem palavras; podemos passar sem ele! Viva a Confederação do Equador! Viva a constituição que nos deve reger! Viva o governo supremo, que há de nascer de nós mesmos!
(Proclamação de Manuel Paes de Andrade, presidente da Confederação do Equador, 1824.) A proclamação de Manuel Paes de Andrade deve ser entendida
a) no contexto dos protestos desencadeados pelo fechamento da Assembléia Constituinte e da outorga, por D. Pedro I, da Carta Constitucional.
b) como um desabafo das lideranças da região norte do país, que não foram consultadas sobre a aclamação de D. Pedro.
c) no âmbito das lutas regionais que se estabeleceram logo após a partida de D. João VI para Portugal.
d) como resposta à tentativa de se estabelecer, após 1822, um regime controlado pelas câmaras municipais.
e) como reação à política adotada pelo Conselho de Estado, composto em sua maioria por portugueses.
(Proclamação de Manuel Paes de Andrade, presidente da Confederação do Equador, 1824.) A proclamação de Manuel Paes de Andrade deve ser entendida
a) no contexto dos protestos desencadeados pelo fechamento da Assembléia Constituinte e da outorga, por D. Pedro I, da Carta Constitucional.
b) como um desabafo das lideranças da região norte do país, que não foram consultadas sobre a aclamação de D. Pedro.
c) no âmbito das lutas regionais que se estabeleceram logo após a partida de D. João VI para Portugal.
d) como resposta à tentativa de se estabelecer, após 1822, um regime controlado pelas câmaras municipais.
e) como reação à política adotada pelo Conselho de Estado, composto em sua maioria por portugueses.
5. MACKENZIE 2004 - A tela da atualidade política é uma paisagem uniforme; nada a perturba, nada a modifica. Dissera-se um país onde o povo só sabe que existe politicamente quando ouve o fisco bater-lhe à porta.
O que dá razão a este marasmo? Machado de Assis, Cônica publicada no Diário do Rio de Janeiro em 1/12/1861 A crítica do autor refere-se à política adotada durante o Segundo Reinado no Brasil (1840-1889). Com relação a esse período, podemos afirmar que:
a) a adoção do parlamentarismo às avessas cooperou para a estabilidade política nessa época, impedindo que aspirações populares, divergentes dos interesses da elite agrária, fossem atendidas.
b) inspirada no modelo parlamentar inglês, as atribuições políticas ficam concentradas nas mãos do Poder Moderador, permitindo um exercício mais democrático do poder.
c) com a centralização político-administrativa, a monarquia estava assegurada, possibilitando que as eleições ocorressem livres de pressões ou fraudes.
d) o Senado Vitalício e o Conselho de Estado não eram órgãos meramente consultivos do imperador; eles permitiam, mesmo que de forma limitada, a atuação de conservadores e liberais.
e) a centralização de poderes no Poder Moderador ameaçava os interesses da aristocracia agrária, representada pelos Partidos Liberal e Conservador.
O que dá razão a este marasmo? Machado de Assis, Cônica publicada no Diário do Rio de Janeiro em 1/12/1861 A crítica do autor refere-se à política adotada durante o Segundo Reinado no Brasil (1840-1889). Com relação a esse período, podemos afirmar que:
a) a adoção do parlamentarismo às avessas cooperou para a estabilidade política nessa época, impedindo que aspirações populares, divergentes dos interesses da elite agrária, fossem atendidas.
b) inspirada no modelo parlamentar inglês, as atribuições políticas ficam concentradas nas mãos do Poder Moderador, permitindo um exercício mais democrático do poder.
c) com a centralização político-administrativa, a monarquia estava assegurada, possibilitando que as eleições ocorressem livres de pressões ou fraudes.
d) o Senado Vitalício e o Conselho de Estado não eram órgãos meramente consultivos do imperador; eles permitiam, mesmo que de forma limitada, a atuação de conservadores e liberais.
e) a centralização de poderes no Poder Moderador ameaçava os interesses da aristocracia agrária, representada pelos Partidos Liberal e Conservador.
6. FUVEST 2004 Número de escravos africanos trazidos ao Brasil Período Milhares de indivíduos 1811-1820 327,7 1821-1830 431,4 1831-1840 334,3
1841-1850 378,4 1851-1860 6,4 1861-1870 0
Fonte: Tabelas de Philip Curtin e David Eltis
Pelos dados apresentados, pode-se concluir que, no século XIX,
a) a importação de mão-de-obra escrava diminuiu em decorrência da crise da economia cafeeira.
b) o surto industrial da época de Mauá trouxe como conseqüência a queda da importação de mão-de-obra escrava.
c) a expansão da economia açucareira desencadeou o aumento de mão-de-obra livre em substituição aos escravos.
d) a proibição do tráfico negreiro provocou alteração no abastecimento de mão-de-obra para o setor cafeeiro.
e) o reconhecimento da independência do Brasil pela Inglaterra causou a imediata diminuição da importação de escravos.
1841-1850 378,4 1851-1860 6,4 1861-1870 0
Fonte: Tabelas de Philip Curtin e David Eltis
Pelos dados apresentados, pode-se concluir que, no século XIX,
a) a importação de mão-de-obra escrava diminuiu em decorrência da crise da economia cafeeira.
b) o surto industrial da época de Mauá trouxe como conseqüência a queda da importação de mão-de-obra escrava.
c) a expansão da economia açucareira desencadeou o aumento de mão-de-obra livre em substituição aos escravos.
d) a proibição do tráfico negreiro provocou alteração no abastecimento de mão-de-obra para o setor cafeeiro.
e) o reconhecimento da independência do Brasil pela Inglaterra causou a imediata diminuição da importação de escravos.